O chá das seis não é mais o mesmo.
Existe um vazio na cadeira que está em minha frente, que está acompanhado da xícara vazia, intocada, seca e sem cor.
A cadeira que você se sentava está opaca, como os fantasmas do passado que me cercam de lembranças.
Com as mãos frias e secas eu toco a xícara e tento elevar tudo que me sufoca e me arrepia, como o vento que sopra a árvore, e ao olhar a chuva, que bruscamente toca minha janela, me desprendo da dor e agonia.
Assim que chuva passar a xícara estará vazia, assim como o a cadeira que você deixou.
Por: Ágatha Ferreira.
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